Eu gosto de outra garota além da minha namorada

Levei um fora da minha ex que ainda amo

2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.07.04 08:50 fuq_daniel Não consigo esquecer uma pessoa e seguir em frente com a minha vida

Eu tinha postado isso a um tempo no advice mas fui completamente ignorado, descobri esse em pt-br e espero que aqui seja diferente, desculpem a preguiça mas eu só fiz copiar e colar mesmo texto e joguei no tradutor, então se tiver algum erro espero que consigam entender o contexto, caso tenham alguma dificuldade o texto em inglês e "mais legível" está aqui, obrigado pelo tempo de vocês!

Em 2015 eu entrei no ensino médio, logo no início do ano eu vi uma garota de uma sala de aula que estava antes da minha aula, era como se eu me apaixonasse instantaneamente, nunca tinha sentido isso antes, mas sou muito tímida e insegura comigo mesmo e o tempo passou e passou e foi só depois de quase um semestre inteiro que tive coragem de entrar no quarto dela e ligar para meu colega para dizer que o professor estava chegando, felizmente o grupo de pessoas com quem ele estava falando era o mesmo grupo de amigos que essa garota e, em seguida, ele me apresentou ao grupo, e assim minha amizade com eles cresceu, a um nível em que passei mais tempo no quarto deles do que no meu, e um dia tive coragem de conversar com a garota Eu estava secretamente apaixonado, ela estava sentada na última cadeira com a cabeça sobre a mesa, então perguntei se ela estava bem e ela disse que não e que queria ficar sozinha. Entendi a mensagem e a deixei. com o passar do tempo, tentei conversar com ela e quando estava chegando perto do final do ano já éramos melhores amigas, como eu disse, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha, consequentemente não participei de aulas na escola e repeti o ano enquanto ela passava.

Em 2016 eu estava fazendo meu primeiro ano do ensino médio novamente e ela estava no segundo ano, ela começou a namorar e eu ainda não tinha falado sobre meus sentimentos, mas todo mundo sabia que, no fundo, eu gostava dela, eu era o cara que as pessoas apontaram e disseram que fizemos um ótimo casal, o cara que as pessoas apontaram e disseram "esse cara gosta dela", mas a única coisa que eu sabia fazer era negar esse sentimento, com medo de que, se eu me abrisse para ela, nós acabávamos nos afastando um do outro, e eu gostava tanto dela, que ainda me lembro de um pensamento que tinha naquela época: "Eu gosto muito dela, por poder estar perto dela, de poder vê-la todos os dias na escola, já me sinto a pessoa mais feliz do mundo ", um pouco depois aconteceu algo muito importante, eu estava tocando no celular dela e abri as conversas com o namorado no WhatsApp, eu tinha um amigo no do lado e ela começou a gravar um áudio dizendo que a garota que você gostava era muito gostosa e eu comecei a dizer simi Além disso, esse áudio deve ser cancelado, mas em vez de arrastar o dedo para o lado e parar de gravar, minha amiga tirou o dedo da tela e enviou o áudio. Naquela época, a função de excluir mensagens era apenas um sonho, e o namorado dela ouviu o áudio. Outro dia na escola, a garota que eu gostei estava muito chateada comigo e disse que tinha terminado de namorar, ela disse que acreditava que eles ainda estavam namorando, mas o tempo passou e passou e eles não namoraram novamente, e mesmo assim eu ainda não disse que eu gostava dela. O fim do ano estava chegando e, novamente, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha própria sala de aula, e não passei no ano novamente, e na escola que estava estudando na época, se você não passasse o ano duas vezes você será transferido para o turno da noite.

Em 2017, cursando o primeiro ano do ensino médio no terceiro ano e ela no último ano, mas no turno da manhã, participei de um quarto das aulas e depois pedi para me transferir para outra escola onde estudaria pela manhã e o horário para a minha aula ela terminava antes da aula da minha amiga, então quase todos os dias eu a visitava ao sair da escola, mas por alguns meses eu parei de visitá-la e, quando meu aniversário, na terceira semana de setembro, eu a visitei e felizmente consegui vê-la, ainda me lembro do abraço que ela me deu hoje, foi o melhor abraço da minha vida, fiquei tão emocionado com esse abraço que comecei a chorar e, a partir desse momento, as coisas começaram a mudar, ela me convidou para sair em 27 de novembro de 2017 e, naquele dia, tivemos nosso primeiro beijo, e logo depois ela disse: "Acho que se não tivesse feito, você não teria coragem de fazê-lo", e foda-se, ela estava certa, eu passaria o resto da minha vida escondendo esse sentimento.

Em fevereiro de 2018, começamos a namorar e agora eu tinha certeza de que era a pessoa mais feliz do mundo, finalmente estava namorando a pessoa com quem sempre queria estar, e assim o ano continuou, quando no final do ano a irmã que ela descobre que está grávida e, um pouco mais tarde, acaba perdendo o bebê, e então as coisas começaram a ficar complicadas, toda a atenção estava focada nela, um pouco mais tarde, no início de 2019, seu tio faleceu e, em seguida, os pensamentos e seus comportamentos depressivos começou a se intensificar e acabei na mesma situação, paramos de conversar com a mesma frequência e, no início de agosto, alguns dias antes de completarmos um ano e meio de namoro, encerramos o relacionamento e a partir daí tempo aqui eu tenho tentado esquecê-la, eu tive alguns relacionamentos rápidos durante esse período, mas nada que realmente me pegou, em janeiro deste ano eu conheci uma garota muito legal e em fevereiro começamos a namorar, fizemos bem, mas devido para COVID-19 e a quarentena, paramos de ver cada ot ela e eu entramos em uma depressão leve novamente, voltei a ter ataques de ansiedade e pensei que ela não merecia isso e na semana passada terminamos.

Embora todo esse tempo tenha passado e esteja prestes a completar um ano desde que terminamos, eu nunca consegui tirar essa garota da cabeça completamente, e sempre me pergunto se devo chamá-la para falar, sinto muita falta dela, não me sinto mal por perder uma namorada, me sinto mal por perder minha melhor amiga, preciso de conselhos para seguir em frente, o que devo fazer? Ligar para ela para conversar ou tentar seguir em frente com a minha vida? E se sim, como devo fazer isso? Estou quase desistindo de tudo
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2020.05.01 17:54 Kantv Eu me odeio

Olá pessoal.
Atualmente, tenho 17 anos e estou com uma dor enorme que me incomodou. Não sei exatamente quando.
Primeiro, alguns fatos: eu namorava essa garota on-line que vivia do outro lado do país e nunca nos conhecemos. No entanto, continuamos nisso por mais de três anos e, na maioria das vezes, foi realmente ótimo. Não sei se é a nostalgia me dizendo que era melhor do que realmente era, mas sinto que ela era a única pessoa que eu realmente amava. Éramos muito íntimos , e ela era meu tudo.
E as coisas ficaram tão piores, tão rápidas.
Quando começamos a namorar, eu morava no nordeste e ela morava no centro-oeste. Em 2019, mudei-me para a região sudeste. Um pouco mais perto agora, mas ainda a quilômetros de distância.
Então, nova escola, novos amigos, e eu conheci essa garota que parecia gostar de mim. Naquela época, eu estava inseguro com minha namorada, porque ela realmente não gostava que eu passasse muito tempo sozinho ou com meus amigos. Sim, eu sei que com um relacionamento vem a necessidade de estar lá para a pessoa que você ama, mas eu sempre fui assim, e ainda sou. Eu realmente nunca gostei de ir à festas e até aprecio poder passar muito tempo sozinho com ninguém além de mim. Enquanto isso, meus amigos me procuravam, mas eu estava bem. Eu só queria ficar só, apenas isso.
E então eu fiz. Meus amigos já não gostavam da minha namorada porque às vezes eu escolhia ela e não eles. Até minha mãe não aprovou nosso relacionamento porque não viu um futuro para nós. Eu estava me sentindo pressionado por muitas pessoas para terminar com ela e eu já estava inseguro, então fiz isso. Foi provavelmente a coisa mais dolorosa que já fiz e ainda me machuca até hoje.
Acabei tendo um ótimo (?) tempo com a outra garota, mas ela não se sentiu da mesma maneira que eu. Ela teve muitos problemas envolvendo sua saúde mental, incluindo depressão clínica (eu costumava acompanhá-la até a clínica). E às vezes ela me fazia feliz, mas em um curto período de tempo ela feriu meus sentimentos e de outras pessoas, incluindo dos meus amigos, que mesmo tendo os conhecido no ano passado, são as melhores pessoas pra mim.
E mesmo assim, com muitas pessoas na escola acabaram intimidando-a e até dando-lhe ameaças de morte, eu fiquei ao lado dela e tentei ser um amigo. Mas mesmo assim, ela me ignorava por dias, e isso doía muito. Tipo, nós estávamos nos vendo na escola na época, mas eu era muito tímido em falar com ela com um monte de gente por perto (meus amigos e os dela), então eu senti que seria mais fácil falar por mensagens. Acho que esse foi um dos meus maiores erros, mas pro lado dela havia um monte de coisas ruins que ela fazia. Não gosto muito desse termo, mas ela era o tipo de pessoa tóxica. Ela acabou terminando comigo. Doeu muito nos primeiros dias, mas não tanto quanto no meu primeiro relacionamento.
Com isso, passei o resto do ano com amigos e familiares, explorando minha nova cidade e trabalhando no meu primeiro emprego. Honestamente, um dos melhores anos da minha vida. E hoje eu estava em uma conferência com um amigo meu e eu estava pensando na minha primeira namorada e conversamos sobre como eu havia perdido todo meu contato com ela e como ela estava quase 'perdida para sempre' por mim. Em uma pesquisa rápida no Facebook, meu amigo encontrou seu perfil e, aparentemente, ela ainda o usava. Como eu nunca pensei nisso? Enviei a ela uma solicitação de amizade e ainda estou esperando uma resposta. Não espero que estejamos juntos novamente, mas com essa merda de coronavírus, tudo o que quero é pelo menos tirar esse peso das minhas costas. É isso. Ainda me odeio por ter feito isso e nunca me perdoarei. Eu também odeio ter esperança em nós.
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2020.03.11 00:37 Idalen Queria fazer novos amigos

Texto longo e provavelmente incoerente, eu só quero jogar o que sinto para fora.
Faz um ano que vim para São Carlos, interior de São Paulo, o que foi um presságio de algo muito bom já que finalmente eu iria começar o curso de computação em uma universidade de excelência e etc e tals. Tudo parecia estar no caminho certo. Mas não está sendo fácil como eu achei que seria.

Minha Adolescência

Anteriormente eu morava em Itabuna, na Bahia, onde passei da minha infância até os 17 anos, inclusive os anos da adolescência. Ah, os anos entre os 15 e os 17. Parece um período curto de tempo, afinal, são apenas 3 anos. Porém, foram os anos em que eu mais me senti vivo em toda a minha vida.
Neles, fiz minhas amizades mais afetuosas, as quais mantenho até hoje, apesar da distância e que carrego com muito carinho na minha memória. Tínhamos bastante coisa em comum e eles me consideravam bastante, portanto isso sempre me trouxe um sentimento de pertencimento muito forte e seguro. Eu sempre fui meio fechado e tenho certa dificuldades de fazer amigos, tê-los encontrado é uma das coisas que me deixa grato ao acaso até hoje.
Além disso, foi o período em que comecei a me aproximar do meu pai. Nós sempre tivemos uns desentendimentos (principalmente em relação a ele e minha mãe serem divorciados), mas no final desses anos comecei a vê-lo como amigo, o que mudou muito meu afeto por ele. Também me aproximei mais dos meus irmãos pequenos, na medida em que eles cresceram. Fico triste em passar o tempo de todo dia sem poder compartilhar um minuto com eles.
Outro ponto marcante desse período foi o meu primeiro (e último) namoro e amor. Era uma relação extremamente caótica e complicada, mas eu nunca havia sentido aquilo antes, aquela intensidade, a sensação de que tudo podia acabar e estaria tudo bem. Certamente, esse amor foi a coisa mais pura e danosa que já senti em toda a minha vida. Confuso e conflitante, bagunçou minha cabeça e reverbera até hoje. Mas bem, foi adorável.
Apesar dessas memórias, que são boas de certa forma, eu também sei que minha adolescência foi o período mais caótico e triste da minha vida. Eu vivia entalado de pensamentos niilistas, me sentia sem objetivos o tempo todo, odiava a escola, vivia tendo problema com meu pai e a minha namorada, minha mãe desenvolveu um quadro de depressão complicada e a morte do meu avô.
Foi certamente a fase mais complicada da minha vida, mas mesmo assim, eu a vejo como se fosse o auge. Fiz meus melhores amigos, meu maior amor, conheci minhas bandas preferidas até hoje, defini quem eu sou até hoje, meus gostos, meus comportamentos, minhas opiniões. É como se eu só me sentisse eu depois dessa fase, mesmo ela sendo tenebrosa. Esses 3 anos(2015-17) pareceram muito mais longos do que os últimos 3 (2018-20), é como se eu tivesse vivido mais.
E aí entra o presente.

(Um pouco antes do) Presente

Bem, logo após o ensino médio, a maioria dos meus amigos foram para outra cidade e os que ficaram tomaram rumos diferentes do meu. Eu fiquei fazendo o pré-vestibular, até que ocorre o término com a minha ex depois de muitas turbulências. Então decido morar com a minha mãe e fazer um cursinho em Vitória da Conquista -BA.
O ano do cursinho foi bem insosso, eu passei ele inteiro praticamente estudando para passar no vestibular. Além disso, eu também desenvolvi muitas reflexões que me ajudaram a ajeitar alguns conflitos internos que surgiram anos antes (obrigado existencialismo e Antídoto ). No final do ano, fui passar dois meses em Campinas -SP para fazer as provas de vestibular. Eu realmente sentia que passar numa faculdade de excelência fosse a forma de me redimir com meus pais por não ter dado valor aos estudos durante o ensino médio. Era como se fosse minha obrigação por ter vindo de uma família onde meus pais sempre me apoiaram de todas as formas possíveis.
Já em Campinas, eu passei 2 meses sozinho em uma cidade onde não conhecia ninguém. Acho que foi o tempo em que me senti mais triste. Fiquei meio que 2 meses inteiros sem fazer nenhum contato com ninguém que não fosse a atendente do mercado onde comia. Eu não tinha ânimo para estudar nem fazer nada inclusive coisas que eu sempre gostei como games e filmes.
Eu sempre fui meio deprê e pessimista, esse tempo intensificou bastante essas características. Olha, eu realmente sei que meus problemas não são os dos mais sérios, que tem muita gente que sofre mais do que eu e que eu sou só um garoto de classe média extremamente mimado que nunca teve nenhum problema real na vida. Eu realmente não tenho o direito de estar depressivo. Mas eu estava de qualquer forma, eu não conseguia fugir disso.
Depois das provas, voltei pra Bahia, foi muito bom estar de volta e umas das minhas férias mais felizes. Em meados de janeiro, fui aprovado pela Fuvest. De cabelo raspado e com todos os meus amigos e familiares, posso dizer que foi um ótimo momento (apesar de ter durado um pouco menos de um mês). Após isso, fui para Ribeirão Preto -SP, de onde fui para São Carlos depois, onde estou até agora

(Agora sim o) Presente

A princípio tudo parecia ótimo, iria morar só e fazer o curso que eu queria. Bem, se passaram quase dois anos e eu me sinto um fracasso. Sou um fracasso na faculdade, não consigo estabelecer relações sociais com quase ninguém e também não consigo ser participativo em nenhum projeto ou atividade. Eu sou inseguro demais, sinto meu corpo tosco demais e minha mente estúpida demais.
Sinto como se todos os meus colegas estivessem um passo na minha frente dentro do curso, todos tem experiências prévias e sempre parecem super interessados nos estudos. Eu gosto das matérias no geral, mas não tenho esse anseio por conhecimento nem acho uma derivada algo maravilhoso. Sempre fui mais interessado em músicas, filmes e filosofia (também tecnologia, mas não no nível da galera do curso). Coisas como essa me trazem uma dificuldade enorme de me aproximar dos meus colegas de sala.
Eu também nunca fui de beber e ir em festas no estilo festas de república. Isso me faz me sentir meio descolado. Tentei ir em algumas aqui com uns colegas mais próximos, mas eu não consigo me sentir pertencente a essas atividades. Eu nunca cheguei em uma garota em toda a minha vida (não que eu seja virgem ou frustrado com mulheres por causa disso), mas com todas as garotas com quem eu fiquei havia um envolvimento emocional que me fazia sentir atraído e confortável. Isso não existe nos flertes das festas. Fiquei apenas com uma garota até agora e eu nunca conversei normalmente com ela. Eu me sinto tão estranho e tão reprimido por causa disso. Eu realmente queria poder me curtir esse ambiente sem me sentir estranho.
As amizades que eu fiz até agora eu separo em dois tipo: Os festeiros. São aqueles que adoram ir em festas, se embebedar, dançar e ficar com pessoas. Coisas que eu não gosto de fazer mas tento para me sentir enturmado. E os nerds incel. Beleza mano, eles tem um lado legal e tals, mas eu detesto esses caras que acham que uma mulher é vagabunda por que ela fica com mais de um numa festa. Isso me deixa extremamente revoltoso, mas eles são as únicas pessoas que consegui me conectar aqui. No total, são umas 8 pessoas.
Geralmente passo o tempo só em casa, o único lugar que gosto nessa cidade. Vejo filmes, tento compor umas músicas, estudo. Mas sinto muita falta de ter amigos próximos como foram os do ensino medio, de estar próximo dos meus irmãos e dos meus pais diariamente, de estar seguro em um amor com alguém, de conhecer a cidade onde moro, de não me sentir tão só.
Eu só queria ter amigos aqui, no fundo no fundo. Um texto enorme não teve utilidade alguma, mesmo que eu me sinta mal, eu nem deveria me sentir. Eu só queria ter um certo prazer de estar vivo. Sinto como de estivesse gastando meu tempo aqui de forma descontrolada. Obrigado a quem leu até aqui.
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2019.06.13 00:15 TheresAWindThatBlows Poucos anos de vida e a falta de ajuda


Durante anos sempre vivi na base do contingenciamento emocional. Lá pros meus 12 anos uma vez vi minha melhor amiga me chamou pra me ver ela beijando um outro amigo. Obviamente uma mensagem, mas durante vários anteriores eu era bloqueado de mostrar algumas emoções por diversos motivos (família conservadora, primos que enchem o saco, vergonha, etcetera).

O tempo passou e durante o resto de minha adolescência, vivi nesse estado recluso. Fiquei preso a um grupo de amigos, cerca de 10 (todos homens). Todos foram amadurecendo e com o passar do tempo me senti cada vez mais isolado. Me lembro de ter um sonho de quando era criança, onde eu andava com amigos do fundamental e me perdia de todos. Ao encontrar-los, todos flutuavam, menos eu. Todos falavam para eu começar a voar, mas eu não conseguia. O sonho se tornou rotineiro, como um lembrete. E assim, ele ia e voltava. Meus amigos no ensino médio já pareciam cada vez mais diferentes. Conversava com todos, todos os dias também, mas me incomodava ainda essa maturidade. Não só isso, como o fato de que sempre fui bem baixinho, 1,63. Me sentia engolido. Já no fim de escola, a grande maioria arranjou namoradas, iam pras festas e ficavam bêbados. Eu não bebia. Fiz intercâmbio de 6 meses e ao voltar, tudo estava mais diferente no último ano. Comecei a beber, mas sempre fui pouco de bebida, não gosto de cerveja mas consigo tomar outras bebidas. Se for pra ficar bêbado, que seja algo bom. E porra, outra coisa, virgindade é um negócio tão estimado pela população. Eu via todos com quem cresci, que nunca imaginei, falando sobre sexo e como estavam em relação à isso. Eu, calado.

Enfim, acabou o ensino médio e é época de faculdade. Todos entraram, sobrou eu. Não passei pelo vestibular, mesmo nunca ter tido problemas de nota e nem nada. Não esforçava, mas pelo menos a inveja era das maiores vendo aqueles entrando em outro mundo sem mover um bendito dedo. Assim era a vida, claro. Nessa época me distanciei mais ainda, via de mês em mês alguns do grupo, além de conversar em WhatsApp e afins. Fiquei estudando em cursinho e enquanto isso via mais das festas, das pessoas felizes, das pessoas amadurecendo e cada vez mais livres. Eu não passei nos seis primeiros meses. Saí do cursinho e comecei a ir até uma biblioteca para estudar por conta própria.

Eu chorava todo dia. Todo dia estava com sono. Dormia 4 horas em média por dia. Não estudava direito. Não conseguia, via a vida passando e todos ali. Sei que foi um curto período, de outros seis meses, totalizando 1 ano de diferença. Mas já fora horrível para quem perdera o seu último ano de escola com os poucos amigos e pouca vida social que tinha. Nessa época, nenhuma festa importante nem nada. Nunca beijei ninguém, ninguém nem se importava. É óbvio que estou dramatizando as coisas, mas sempre foi assim minha sensação. Ninguém fala que sou feio, ao contrário. Mas a auto-estima é baixíssima, nunca tive aprendizado em relação à interações sociais além da amizade. E nunca me apaixonara, nunca. E eu juro que queria, juro.

Não passei. Fui para uma faculdade privada, fazer um curso totalmente diferente do que queria. Com um mês, a maior felicidade na minha vida. Passei para a federal e pro curso que queria, em 4ª chamada. Pela primeira vez me sentia leve, uma exaustidão que era todos os dias, chorava muito. Claro, sozinho. Os ataques sempre foram quando percebia que absolutamente nada do que gostaria se realizasse.

Entrei atrasado, um mês. Grupinhos de amizade já existiam, eu olhava e estava sozinho. Pelo menos estudava algo que queria. Todos os amigos eu via cada vez menos. Alguns, tem 6 meses já, para mais. No segundo dia de aula, ao entrar na faculdade e fazer o que sempre fazia em casos similares era analisar a sala. Percebi uma garota com uma roupa extremamente diferente. Não era chamativo, não era assustador nem nada. Era só bonito. Eu gostei dela de primeira, não sei por quê. O tempo passou, consegui bater papo com certas pessoas, e acabou por eu conhecer ela. Antes, eram apenas casos de olharmos um pra cada um e falar nada. Eu consigo ser carismático e falar, veja bem. Mas não conseguia simplesmente falar sem nada mais, especialmente porque aquela garota me passava um ar de maturidade bem grande (quer dizer, se relativo à minha pessoa que nunca fui muito responsável em termos de fazer algo que prestasse).

Acabei conversando com ela por conta de colegas que conversava. Gostava de conversar com ela. Passei a conversar cada vez mais e tal. Nunca na minha vida pensei poder conversar de uma forma tão fluída. Estava sempre mais confortável que quando com meus amigos.

Mas, aí é que tá. Ficou nisso. Eu sempre fui muito envergonhado na questão de realmente ser mais direto ou mais conversativo sobre a questão de relacionamento da parte amorosa. Acabo tratando todas as vezes que converso com ela da forma mais amigável, parecemos até amigos de longa data. É óbvio que estou romantizando, mas já havia gostado de mulheres simplesmente por serem bonitas ou por parecerem gente boa. Mas nunca dessa forma, nunca tinha realmente, se é que pode-se chamar assim, apaixonado. As viagens de ônibus eram lindas, com conversas perfeitas e divertidas.

O problema era justamente que formou-se uma espécie de grupo de amigos dentro da faculdade, formado pelos colegas que eu conheci na faculdade. Ela estava dentro. E, apesar de conversar da forma mais gostosa de todas, toda vez que vejo na roda de amigos, percebo que não sou único, que na verdade é realmente apenas uma amizade entre várias. Ela não bebia, mas acabou ficando um pouco tonta numa festa junina. Mandou áudio. Eu achando que era o único, nunca fiquei tão feliz. Acabei descobrindo logo dps que foram pra todos. Alguns indícios de que ela até trata melhor e conversa mais com outros do mesmo grupinho. É uma espécie de ciúme que não é ciúme e sim da falta de real carinho. Apesar de ter recebido vários abraços, não me lembro de um único que tenha me dado prazer de dar, que eu cairia aos prantos e etc.

Hoje, fiquei talvez na minha tristeza máxima. Não, uma pessoa não pode definir minha vida, não. Mas ainda assim, é horrível quando em anos você conhece alguém que realmente consegue ter talvez as conversas mais fluídas. Me sinto franco toda vez que ando com ela. É estranho, não é romantizado, mas com 20 anos nunca senti algo assim. Nem com amigos que conversava diariamente. Desde que a conheci não consegui nem me masturbar, de vez em quando a ansiedade ataca com tanta força e começo a chorar absurdamente. Hoje, fiquei o dia inteiro chorando, nunca na minha vida ocorreu algo assim. Uma solução rápida seria simplesmente conversar ou ao mesmo tempo tentar ser mais incisivo em relação ao tipo de relacionamento, que seja. Mas não quando você nunca aprendeu algo assim e especialmente tem um negócio chamado "vergonha". Esses dias descobri que não conseguia elogiar algo sem criticar logo depois. Me dispus a apenas elogiar durante alguns dias e fiquei melhor comigo mesmo. Pelas primeiras vezes estava elogiando de uma forma tão natural, era estranho. Mas nada resolveu a tristeza, nada resolveu a vontade de realmente estar do lado dela. Não tem um cu a ver com as calças, mas era algo que eu acabei me arrumando por causa dela. Gado demais? Com certeza. Mas não só isso, acho que era a vontade de sentir algum carinho de alguém que realmente tenho simpatia enorme.

Já procurei ajuda psicológica anos atrás, descobri que não olhava no rosto das pessoas quando falava, tinha medo. Resolvi. Parei então. Voltei anos dps. Parei com 6 meses por falta de dinheiro. E penso em voltar. Mas ainda assim, sei que não é uma resolução simples. Só vim desabafar alguns pontos que sempre batem na minha cabeça quando abria esse sub. Obrigado se você leu até o final, foi mal se algumas coisas saíram todas intercaladas e sem nexo. Escrevi saindo da cabeça, sem revisão nem nada.

A moral? As pessoas precisam ter alguma experiência na vida e se você não der nenhuma, ela nunca vai saber como reagir ou fazer algo.
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2018.11.22 18:05 Dinohobby Traduzi o famoso GT "don't worry, he knows"

Traduzi o famoso GT
esse texto é uma merda e eu não sei formatar pra ficar igual uma gt aqui, mas pelo menos agora quem não sabe inglês pode sofrer junto


https://preview.redd.it/bcoado4y4xz11.jpg?width=261&format=pjpg&auto=webp&s=9c3cf2b86d140599c553c4bc46be215a16d80839


O que fazer /b/? Estou apaixonado pela mesma garota por basicamente minha vida inteira, mas a situação tá tão fodida agora que eu não sei como parar de ligar pra ela.
> apaixonado pela mesma garota minha vida toda
> conheço ela desde o jardim da infância
> os pais dela são pobres e vivem numa casa com um quarto e quatro crianças então ela vem dormir aqui quase toda noite
> saímos juntos quase todo dia por anos
> todos nossos amigos faziam piadas sobre a gente se casar um dia
> ela sabe que eu gosto dela e ela diz que sente o mesmo mas que “não quer rotular isso”
> consigo ficar com ela, mas nada além disso
> ela diz que gosta muito de mim e que tem medo de que vamos acabar fazendo “aquilo” se a gente tentar mais alguma coisa
> decido continuar sendo virgem até me casar com essa garota
> nós dois costumamos sair com dois garotos (vamos chamar eles de Eric e Dave)
> no geral é a gente jogando Halo na minha casa
> às vezes fumar uma verdinha quando Eric consegue um pouco
> falamos sobre festas mas nunca fomos convidados
> Eric começa a andar com o primo viado e velho dele de vez em quando
> Zoamos ele por sair com um cara de 37 anos
> Diz que o primo compra cerveja e deixa ele fumar na casa dele
> Bomporquenaodisseantes.jpg
> Começamos a ir pra casa do primo dele beber e jogar Halo uma vez por semana quando a esposa dele leva as crianças para ver os pais dela
> Ele compra a breja, tem comida, jogos, não é ruim
> Às vezes ele tem uma atitude cuzona de ficar mandando na gente e se achar o rei dos nossos rolês semanais mas foda-se
> Começo a trazer minha pseudo namorada pra lá
> Primo sempre tá de olho nela mas ela tá acostumada em ser a única garota dos nossos rolês então de boa
> Mesmo que esse velho fodido saiba que essa mina tá fora dos limites ele continua tentando dar em cima dela
> Pior parte é que ela parece não ligar
> Um dia ele pergunta por que não aparece que eu sou o namorado dela no face
> Mcq ela diz “ah, ele é mais um melhor amigo que qualquer outra coisa”
> Ódio pulsante quando ele diz “zé, tu tem que prender essa mina cara, ela tá transando”
> Só vemos esse fodido uma vez por semana e ela continua dormindo na minha casa sempre então acho que não vai dar em nada
> Eu continuo falando pra ela que ele é um pau no cu
> Ela concorda comigo mas diz “você me conhece, eu nem sei ser rude”
> Além disso a gente não pode simplesmente parar de ir, nosso ritual tá bem estável nesse ponto
> Uma hora começamos a misturar bebida com Halo, halobida
> Somos retardados não pensamos nisso antes
> Primo velhote fodido fica criando regras aleatórias toda vez
> “regras da casa” como ele diz
> Como a pseudo namorada não joga, às vezes ele cria regras envolvendo ela
> Ela tem que tomar as cervas se tiver um multikill, merda assim
> Um dia ele propõe que ela tenha que sentar no colo de quem ganhasse o próximo jogo
> Esse merda é o melhor de nós, então obviamente essa regra é pra ele
> Eu começo a falar “cara eu acho que ela não quer...”
> Quando ao mesmo tempo ela ri e diz “vocês viu...” implicando que tudo bem
> Me sinto como um baita viado por tentar proteger demais e vou na onda deles
> Ela fica a maior parte das próximas horas no colo dele
> Emputecido quando a gente foi pra casa, eu brigo com ela e depois nos reconciliamos como sempre
> Continua sendo essa merda pelas próximas vezes
> Maior parte das vezes sentadas de colo
> Às vezes fazem ela dançar uma “dança sexy só de zoas”
> Nada que eu possa ficar publicamente puto por
> Meu tio tem um casamento no mesmo dia que um desses rolês acontece
> Peço pra ela não ir
> Ela diz “provavelmente ela não vai”
> Peço de novo, praticamente implorando dessa vez
> Ela diz que vai tentar não ir mas que os garotos enchem muito o saco e que ela não sabe dizer não
> Ambas declarações são corretas, mas eu fico puto com ela e falo pra ela ter bolas o suficiente pra isso
> Brigamos de novo
> Não tenho tempo pra reconciliar antes de ir pro casamento
> Tenhoummalpressentimento.jpg
> Nervoso o fim de semana inteiro
> Falo com ela por mensagens na viagem de volta com meus pais, ela diz que vai me ligar quando eu voltar, pelo tom de voz dá pra saber que ela se sente culpada
> Aicaralho.png
> Acontece que ela ficou bêbada demais e eles implementaram stripping no jogo, primo, Eric e Dave viram ela completamente nua
> Queporraéessa.jpg
> Brigamos de novo
> Mcq eu percebo que eles tiveram mais prazer sexual com ela que eu até agora
> Penso que acabou, terei que procurar uma nova vida social agora
> Ela me chama de madrugada e vem em casa
> Chora pedindo desculpa, diz que tem um problema muito complicado com falar não e que vai tentar consertar isso
> Perdoo ela e vamos para a cama dando abraços
> Bem estranho com Eric e Dave a próxima vez que vejo eles
> Não falamos sobre o assunto mas eventualmente temos uma conversa de perdão meio estranha já que eu tô claramente bravo
> Ela para de ir na casa do primo pau no cu por um tempo
> Uma hora ela volta a ir
> “para consertar todas nossas amizades” ela diz
> As coisas de forma lenta mas firme começam a evoluir para o que era antes
> Eu sei que eu tenho que colocar um fim nisso
> Percebo que álcool é a principal diferença da minha casa para a casa do primo
> Começo a pegar bebidas do armário dos meus pais quando a gente joga Halo em casa
> Não sei muito bem o que eu tava pensando já que a gente continuava indo pra casa do primo
> Uma hora meus pais descobrem
> Minhas notas também tão caindo
> Combo deixa eles putos pra caralho
> Pseudo namorada não pode mais dormir em casa e eu não posso sair por uma semana
> Pseudo namorada e eu brigamos por isso e eu nem lembro o porquê
> Recebo mensagem do primo uns dias depois falando que ele vai ter a casa vazia e que é pra gente ir
> Noooooooooooooooooooooooooo.jpg
> Tento sair escondido mas sou pego
> Fico ligando pra ela o tempo inteiro mas ela ainda tá brava comigo e não atende
> Dia seguinte ainda sem contato, fim de semana então não vejo ela na escola
> Queporraéssaqueporracaralhoéessa.jpg
> Enlouqueço praticamente tendo um surto emocional
> Vejo ela na escola quando a Segunda finalmente chega
> Ela me ignora o dia todo
> Ela vai pra casa antes de eu poder encontrar ela depois da aula
> Chamo ela uma porrada de vez, falo pra ela que meu castigo acabou e que eu realmente quero falar com ela, se tiver acabado pelo menos que ela me fale isso
> Encontro Eric e Dave, muito nervoso para perguntar de forma tranquila o que caralho aconteceu
> Muito fodendo estranho mas basicamente eles me dizem que jogaram strip Halo de novo
> Eric vaza na hora mas Dave me diz depois que Eric e o primo filho de sete putas tavam passando a mão nela enquanto ela tava meio desmaiada
> Diz que ele sente muito e que tentou impedir
> Não tenho mais ninguém pra ficar puto então desconto no Dave
> Uma hora ela me manda uma mensagem dizendo “você age como se houvesse algo para terminar”
> Mostro essa merda pro Dave e saio correndo chorando pra caralho
> Muito envergonhado para sequer lembrar disso
> Penso que minha vida acabou
> Ela vem em casa aquela noite, sem mensagens, sem ligação, sem nada
> Soluçando na porta
> Nem sei como ficar puto com ela
> Eu falo que tudo bem, eu ouvi o que aconteceu e te perdoo
> Ela continua chorando e a gente vai dormir
> No meio da noite ela solta um “eu te amo”
> Inexperadamenteomelhormomentodaminhavida.jpg
> Nem penso direito e falo “também te amo”
> “não importa o que aconteça?” ela pergunta
> Eu digo que sim
> Perguntar se não importa o que aconteça continua por um tempo
> Tenho um mal pressentimento
> Ela diz que não tinha pra onde ir depois que meus pais não deixaram mais ela vir dormir em casa
> Que ela odeia ficar na casa dela e como eu sabia o quanto ela odiava os pais dela
> Ela admite ter falado isso pro velhote por mensagem quando tava indo pra casa na Sexta (dia que o strip aconteceu)
> Ele diz que a casa dele tá livre até Segunda, e convida ela pra ficar lá
> Eu tô tremendo enquanto ela fala isso
> O jeito que ela estava agindo finalmente se encaixou e fez sentido na minha cabeça
> Nunca tive uma epifania desse jeito
> Eu nem tenho que perguntar mas eu faço mesmo assim
> Ela diz que eles foram até o fim
> Nem sei por que eu perguntei os detalhes mas eu precisava
> Quantas vezes?
> Ela diz que não sabe uma porrada de vez e no fim termina falando que foram 5
> Você gostou?
> Ela diz que não mas eu pressiono ela e ela diz que teve um orgasmo
> Que posições?
> Missionário e de quatro
> Preservativo?
> Pausa, não.
> Nós dois estamos chorando o tempo todo
> Ainda em estado de choque na manhã, ela tomou uma pílula do dia seguinte pelo menos
> Nós ainda estamos meio estranhos nos próximos dias mas eu tô estranhamente positivo
> Ela diz que me ama o tempo todo, antes não me dizia nunca
> Oficialmente colocamos isso no face
> Todos na escola souberam o que houve mas não dão sequer uma foda
> Damos a mão o tempo todo, dizemos um para o outro que enquanto tivermos um ao outro estará tudo bem
> Chega ontem
> Recebo uma mensagem do primo falando para eu ir lá
> Quase dou risada por ele pensar que nós vamos
> Depois das aulas eu procuro minha namorada, de verdade agora
> Vejo ela com Eric e Dave
> Ainda putasso com Eric, então já tá um clima ruim
> Mcq eles dizem que tão indo pra casa do primo
> Eu nem sei o que dizer
> Eu falo que não vou
> Quando fica claro que eles vão eu indo ou não eu acabo cedendo e indo junto
> Jogamos Halo e bebemos um pouco
> Tão bravo que nem sei o que fazer
> Sentimento de estranheza é ainda pior
> Sinto que nem sequer estou lá
> Tento fazer ela ir pra casa várias vezes, Eric e o primo convencem ela a ficar
> Ela fica no meu colo o tempo todo, meus braços ao redor dela
> Acabamos assistindo Prometheus
> Dave foi pra casa nesse ponto
> Cometi o erro de me levantar para pegar cerveja
> Quando eu volto ela está no colo do velho filho da puta
> Pergunto pra ela se está tudo bem
> Ela diz que sim
> Ela e o escroto começam a se beijar
> Eric diz “cara, relaxa”
> Mcq ela diz para ele “não se preocupa, ele sabe”
> Eu falo pra ela que eu estou indo pra casa
> Ela diz que vai ficar
Isso foi noite passada, eu não falei mais com ela depois disso.





é isso, se alguém quiser que eu mude alguma coisa é só falar
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2018.11.22 18:02 Dinohobby Traduzi o famoso GT "don't worry, he knows"

Traduzi o famoso GT
esse texto é uma merda e eu não sei formatar pra ficar igual uma gt aqui, mas pelo menos agora quem não sabe inglês pode sofrer junto

https://preview.redd.it/kbb85loj1xz11.jpg?width=261&format=pjpg&auto=webp&s=025aeb7a52941a245760c0c67bcb8d1e971aaa6f

O que fazer /b/? Estou apaixonado pela mesma garota por basicamente minha vida inteira, mas a situação tá tão fodida agora que eu não sei como parar de ligar pra ela.
> apaixonado pela mesma garota minha vida toda
> conheço ela desde o jardim da infância
> os pais dela são pobres e vivem numa casa com um quarto e quatro crianças então ela vem dormir aqui quase toda noite
> saímos juntos quase todo dia por anos
> todos nossos amigos faziam piadas sobre a gente se casar um dia
> ela sabe que eu gosto dela e ela diz que sente o mesmo mas que “não quer rotular isso”
> consigo ficar com ela, mas nada além disso
> ela diz que gosta muito de mim e que tem medo de que vamos acabar fazendo “aquilo” se a gente tentar mais alguma coisa
> decido continuar sendo virgem até me casar com essa garota
> nós dois costumamos sair com dois garotos (vamos chamar eles de Eric e Dave)
> no geral é a gente jogando Halo na minha casa
> às vezes fumar uma verdinha quando Eric consegue um pouco
> falamos sobre festas mas nunca fomos convidados
> Eric começa a andar com o primo viado e velho dele de vez em quando
> Zoamos ele por sair com um cara de 37 anos
> Diz que o primo compra cerveja e deixa ele fumar na casa dele
> Bomporquenaodisseantes.jpg
> Começamos a ir pra casa do primo dele beber e jogar Halo uma vez por semana quando a esposa dele leva as crianças para ver os pais dela
> Ele compra a breja, tem comida, jogos, não é ruim
> Às vezes ele tem uma atitude cuzona de ficar mandando na gente e se achar o rei dos nossos rolês semanais mas foda-se
> Começo a trazer minha pseudo namorada pra lá
> Primo sempre tá de olho nela mas ela tá acostumada em ser a única garota dos nossos rolês então de boa
> Mesmo que esse velho fodido saiba que essa mina tá fora dos limites ele continua tentando dar em cima dela
> Pior parte é que ela parece não ligar
> Um dia ele pergunta por que não aparece que eu sou o namorado dela no face
> Mcq ela diz “ah, ele é mais um melhor amigo que qualquer outra coisa”
> Ódio pulsante quando ele diz “zé, tu tem que prender essa mina cara, ela tá transando”
> Só vemos esse fodido uma vez por semana e ela continua dormindo na minha casa sempre então acho que não vai dar em nada
> Eu continuo falando pra ela que ele é um pau no cu
> Ela concorda comigo mas diz “você me conhece, eu nem sei ser rude”
> Além disso a gente não pode simplesmente parar de ir, nosso ritual tá bem estável nesse ponto
> Uma hora começamos a misturar bebida com Halo, halobida
> Somos retardados não pensamos nisso antes
> Primo velhote fodido fica criando regras aleatórias toda vez
> “regras da casa” como ele diz
> Como a pseudo namorada não joga, às vezes ele cria regras envolvendo ela
> Ela tem que tomar as cervas se tiver um multikill, merda assim
> Um dia ele propõe que ela tenha que sentar no colo de quem ganhasse o próximo jogo
> Esse merda é o melhor de nós, então obviamente essa regra é pra ele
> Eu começo a falar “cara eu acho que ela não quer...”
> Quando ao mesmo tempo ela ri e diz “vocês viu...” implicando que tudo bem
> Me sinto como um baita viado por tentar proteger demais e vou na onda deles
> Ela fica a maior parte das próximas horas no colo dele
> Emputecido quando a gente foi pra casa, eu brigo com ela e depois nos reconciliamos como sempre
> Continua sendo essa merda pelas próximas vezes
> Maior parte das vezes sentadas de colo
> Às vezes fazem ela dançar uma “dança sexy só de zoas”
> Nada que eu possa ficar publicamente puto por
> Meu tio tem um casamento no mesmo dia que um desses rolês acontece
> Peço pra ela não ir
> Ela diz “provavelmente ela não vai”
> Peço de novo, praticamente implorando dessa vez
> Ela diz que vai tentar não ir mas que os garotos enchem muito o saco e que ela não sabe dizer não
> Ambas declarações são corretas, mas eu fico puto com ela e falo pra ela ter bolas o suficiente pra isso
> Brigamos de novo
> Não tenho tempo pra reconciliar antes de ir pro casamento
> Tenhoummalpressentimento.jpg
> Nervoso o fim de semana inteiro
> Falo com ela por mensagens na viagem de volta com meus pais, ela diz que vai me ligar quando eu voltar, pelo tom de voz dá pra saber que ela se sente culpada
> Aicaralho.png
> Acontece que ela ficou bêbada demais e eles implementaram stripping no jogo, primo, Eric e Dave viram ela completamente nua
> Queporraéessa.jpg
> Brigamos de novo
> Mcq eu percebo que eles tiveram mais prazer sexual com ela que eu até agora
> Penso que acabou, terei que procurar uma nova vida social agora
> Ela me chama de madrugada e vem em casa
> Chora pedindo desculpa, diz que tem um problema muito complicado com falar não e que vai tentar consertar isso
> Perdoo ela e vamos para a cama dando abraços
> Bem estranho com Eric e Dave a próxima vez que vejo eles
> Não falamos sobre o assunto mas eventualmente temos uma conversa de perdão meio estranha já que eu tô claramente bravo
> Ela para de ir na casa do primo pau no cu por um tempo
> Uma hora ela volta a ir
> “para consertar todas nossas amizades” ela diz
> As coisas de forma lenta mas firme começam a evoluir para o que era antes
> Eu sei que eu tenho que colocar um fim nisso
> Percebo que álcool é a principal diferença da minha casa para a casa do primo
> Começo a pegar bebidas do armário dos meus pais quando a gente joga Halo em casa
> Não sei muito bem o que eu tava pensando já que a gente continuava indo pra casa do primo
> Uma hora meus pais descobrem
> Minhas notas também tão caindo
> Combo deixa eles putos pra caralho
> Pseudo namorada não pode mais dormir em casa e eu não posso sair por uma semana
> Pseudo namorada e eu brigamos por isso e eu nem lembro o porquê
> Recebo mensagem do primo uns dias depois falando que ele vai ter a casa vazia e que é pra gente ir
> Noooooooooooooooooooooooooo.jpg
> Tento sair escondido mas sou pego
> Fico ligando pra ela o tempo inteiro mas ela ainda tá brava comigo e não atende
> Dia seguinte ainda sem contato, fim de semana então não vejo ela na escola
> Queporraéssaqueporracaralhoéessa.jpg
> Enlouqueço praticamente tendo um surto emocional
> Vejo ela na escola quando a Segunda finalmente chega
> Ela me ignora o dia todo
> Ela vai pra casa antes de eu poder encontrar ela depois da aula
> Chamo ela uma porrada de vez, falo pra ela que meu castigo acabou e que eu realmente quero falar com ela, se tiver acabado pelo menos que ela me fale isso
> Encontro Eric e Dave, muito nervoso para perguntar de forma tranquila o que caralho aconteceu
> Muito fodendo estranho mas basicamente eles me dizem que jogaram strip Halo de novo
> Eric vaza na hora mas Dave me diz depois que Eric e o primo filho de sete putas tavam passando a mão nela enquanto ela tava meio desmaiada
> Diz que ele sente muito e que tentou impedir
> Não tenho mais ninguém pra ficar puto então desconto no Dave
> Uma hora ela me manda uma mensagem dizendo “você age como se houvesse algo para terminar”
> Mostro essa merda pro Dave e saio correndo chorando pra caralho
> Muito envergonhado para sequer lembrar disso
> Penso que minha vida acabou
> Ela vem em casa aquela noite, sem mensagens, sem ligação, sem nada
> Soluçando na porta
> Nem sei como ficar puto com ela
> Eu falo que tudo bem, eu ouvi o que aconteceu e te perdoo
> Ela continua chorando e a gente vai dormir
> No meio da noite ela solta um “eu te amo”
> Inexperadamenteomelhormomentodaminhavida.jpg
> Nem penso direito e falo “também te amo”
> “não importa o que aconteça?” ela pergunta
> Eu digo que sim
> Perguntar se não importa o que aconteça continua por um tempo
> Tenho um mal pressentimento
> Ela diz que não tinha pra onde ir depois que meus pais não deixaram mais ela vir dormir em casa
> Que ela odeia ficar na casa dela e como eu sabia o quanto ela odiava os pais dela
> Ela admite ter falado isso pro velhote por mensagem quando tava indo pra casa na Sexta (dia que o strip aconteceu)
> Ele diz que a casa dele tá livre até Segunda, e convida ela pra ficar lá
> Eu tô tremendo enquanto ela fala isso
> O jeito que ela estava agindo finalmente se encaixou e fez sentido na minha cabeça
> Nunca tive uma epifania desse jeito
> Eu nem tenho que perguntar mas eu faço mesmo assim
> Ela diz que eles foram até o fim
> Nem sei por que eu perguntei os detalhes mas eu precisava
> Quantas vezes?
> Ela diz que não sabe uma porrada de vez e no fim termina falando que foram 5
> Você gostou?
> Ela diz que não mas eu pressiono ela e ela diz que teve um orgasmo
> Que posições?
> Missionário e de quatro
> Preservativo?
> Pausa, não.
> Nós dois estamos chorando o tempo todo
> Ainda em estado de choque na manhã, ela tomou uma pílula do dia seguinte pelo menos
> Nós ainda estamos meio estranhos nos próximos dias mas eu tô estranhamente positivo
> Ela diz que me ama o tempo todo, antes não me dizia nunca
> Oficialmente colocamos isso no face
> Todos na escola souberam o que houve mas não dão sequer uma foda
> Damos a mão o tempo todo, dizemos um para o outro que enquanto tivermos um ao outro estará tudo bem
> Chega ontem
> Recebo uma mensagem do primo falando para eu ir lá
> Quase dou risada por ele pensar que nós vamos
> Depois das aulas eu procuro minha namorada, de verdade agora
> Vejo ela com Eric e Dave
> Ainda putasso com Eric, então já tá um clima ruim
> Mcq eles dizem que tão indo pra casa do primo
> Eu nem sei o que dizer
> Eu falo que não vou
> Quando fica claro que eles vão eu indo ou não eu acabo cedendo e indo junto
> Jogamos Halo e bebemos um pouco
> Tão bravo que nem sei o que fazer
> Sentimento de estranheza é ainda pior
> Sinto que nem sequer estou lá
> Tento fazer ela ir pra casa várias vezes, Eric e o primo convencem ela a ficar
> Ela fica no meu colo o tempo todo, meus braços ao redor dela
> Acabamos assistindo Prometheus
> Dave foi pra casa nesse ponto
> Cometi o erro de me levantar para pegar cerveja
> Quando eu volto ela está no colo do velho filho da puta
> Pergunto pra ela se está tudo bem
> Ela diz que sim
> Ela e o escroto começam a se beijar
> Eric diz “cara, relaxa”
> Mcq ela diz para ele “não se preocupa, ele sabe”
> Eu falo pra ela que eu estou indo pra casa
> Ela diz que vai ficar
Isso foi noite passada, eu não falei mais com ela depois disso.





é isso, se alguém quiser que eu mude alguma coisa é só falar
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2018.11.13 13:35 Dinohobby Pediram para eu postar aqui também. Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


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2018.11.13 03:45 Dinohobby Traduzi o texto famoso do filho incel do r/self "My son is a hateful incel, and I just cannot save him or defend him anymore."

link original pra quem quiser: https://www.reddit.com/self/comments/9vs05k/my_son_is_a_hateful_incel_and_i_just_cannot_save/

Meu garoto, meu filho mais velho, era tão bom quando pequeno, mas algo dentro dele quebrou quando ele era adolescente.
Minha esposa e eu sempre aceitamos, amamos e encorajamos ele. Nós o ensinamos a trabalhar duro e tratar as pessoas com respeito. Eu não sei onde exatamente nós falhamos com ele, mas como um pai eu me sinto responsável pelo que ele se tornou.
Começou quando ele tinha 14 anos. Ele tinha começado a se tornar recluso e emocional. Nós julgamos que era apenas as alterações de humor da adolescência. Por algum motivo ele era irritadiço e amargo o tempo todo. Nós estávamos preocupados com sua falta de vida social e sua dependência de seu computador. Ele meio que se escondia no mundo online então eu e minha esposa começamos a limitar seu tempo no computador, mas isso só o tornou mais agressivo e confrontador.
Sua higiene era ruim, e ele sempre nos confrontava quando pedíamos para que tomasse um banho ou lavasse suas roupas. Seu quarto fedia e eventualmente tivemos uma grande briga quanto a isso, onde ele acabou empurrando minha mulher e xingando-a de vadia. Finalmente conseguimos o fazer limpar e deixar entrar ar em seu quarto regularmente, justificando que a casa era nossa e que se ele não conseguia manter seu espaço em dia então não teria direito a tê-lo – essencialmente chegamos ao ponto em que nós dissemos a ele que não teria posse de suas coisas nem privacidade a menos que cuidasse do espaço que todos nós dividimos. O quarto ainda tinha um cheiro terrível e ele continuava sendo rude quanto a limpeza, mas ao menos nós podíamos falar para ele limpar e ele o faria.
Nós acabamos recebendo uma ligação de sua escola dizendo que uma estudante se sentia abusada por ele. Nos mostraram mensagens onde ele continuava repetindo para ela transar com ele, ameaçando “punir” ela por ter um relacionamento com ele sem querer fazer isso, enviando nudes para ela contra a vontade dela, contando suas fantasias violentas e eventualmente se rebaixando para reclamações horríveis cheias de ódio sobre como ela era apenas mais uma “vadia” e outras coisas.
Nós ficamos chocados. Nós explicamos para ele o porquê desse comportamento ser inaceitável, e eu disse que não havia problema em ser sexualmente ativo, mas que suas ações eram tóxicas e abusivas.
Eu tentei orienta-lo de homem para homem, levando ele para viagens de acampamento e coisas parecidas, além de falar com ele sobre garotas e mulheres e tentando dar dicas para ele. Eu sugeri para ele que tentasse tomar banho, mudasse o estilo de seu cabelo e pelos faciais, experimentasse roupas diferentes e talvez começasse a ir a uma academia.
Contei a eles algumas verdades doidas – que se ele não quer uma mulher nojenta ele não deve ser um homem nojento. Com homem nojento eu quis dizer higiene e aparência. Expliquei para ele que uma boa aparência é mais higiene e cuidado próprio que genética mas ele se recusou a aceitar o que eu disse.
Depois disso eu o peguei fungando as calcinhas de sua irmã na lavanderia – ele tinha 17 anos na época, e sua irmã 12 – ele me assegurou que isso não tinha nada a ver com sua irmã, e disse que ele apenas tinha um fetiche por cheirar calcinhas e que ele fingia que elas eram de garotas de vídeos pornô, mas ainda assim o fiz sentir o inferno por isso, deixando ele de castigo e sem seu computador por 6 meses. Eu acabei dando uma olhada em seu computador e fiquei enojado com os forums odiáveis, racistas e de incels (celibatários involuntários, homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por isso) que ele frequentava, as coisas horríveis que ele falava sobre mulheres, e arquivos salvos com pornô de desenhos com garotas de idade duvidável. Eu limpei o HD por completo e comecei a monitorar estritamente sua atividade online. Eu usei filtros parentais para bloquear sites de incels e pornôs que possuíam pornografia cartoonizada.
O próximo grande problema foi algo que ele fez com a amiga de minha filha. Minha filha é cinco anos mais nova que ele, e um dia depois de uma amiga dela ter vindo dormir em casa minha filha veio até mim e disse que essa amiga queria contar algo para mim mas estava com medo do que eu poderia falar.
Meu filho encurralou essa garota de 13 anos e fisicamente bloqueou o caminho, tocou seu cabelo e rosto enquanto fazia comentários inapropriados sobre seu corpo e perguntando se ela gostava de dormir nua e que tipo de roupas intima ela usava.
Eu rasguei com meu filho por isso, eu e minha esposa gritamos com ele, e dissemos que seu comportamento era horrível e falei que se seus atos o fizessem ser preso, eu não iria defendê-lo. Ele nos acusou de não ama-lo, mas eu disse que a razão para eu estar tão bravo com ele naquela situação era exatamente porque eu o amava, e que eu queria ajudar ele a se tornar um bom homem para que ele parasse de ser predatório, amargo e miserável. Eu contei algumas verdades duras. Que ele fez tudo isso a si mesmo e que ele é o único que ele pode culpar pelo quão amargo ele é.
Eu sugeri que ele procurasse por mulheres de sua idade e ele acabou reclamando que isso era uma perda de tempo pois mulheres já eram putas (e sua definição de puta é uma mulher que não é virgem) aos 17 anos. Eu chamei sua atenção por conta dessa merdalhada que ele disse e demonstrei claramente que se ele abusasse novamente de alguma garota jovem eu mesmo o denunciaria.
Eu convidei a amiga da minha irmã para vir em casa depois disso e pessoalmente pedi desculpas pelo ocorrido, eu chorei de vergonha pelo comportamento do meu filho e implorei por perdão por permitir que ela se sinta insegura em minha residência, além de prometer a ela que se ela a qualquer momento se sentisse desconfortável ela poderia vir até minha esposa e eu e nós sempre acreditaríamos e ajudaríamos ela. Por sorte, minha filha não perdeu essa amiga, mas por segurança eu instalei uma fechadura na porta de seu quarto.
Nós conseguimos uma terapia para meu filho mas ele se recusou a entrar em contato com o terapeuta, chamando ele de “árabe escroto”, “pajeet” e “terrorista”. Seu próximo terapeuta era um “chad” (chad, na cultura da internet, é um pau no cu estereotipado, com um ego do tamanho de um planeta que precisa de um chute no queixo, normalmente considerado o “babaca que elas correm atrás”) e portanto também não conseguir ir com a cara dele.
Nós brigamos com ele por não tentar, não conseguir um emprego e ele disse que não conseguia um por conta dos imigrantes, e eu acabei apontando que ele estava tendo dificuldades pois ele foi demitido de seus trabalhos do colégio por ser preguiçoso.
Depois dessas brigas, minha esposa tentou empatizar com ele e entender o que o tornou tão amargo, mas ele se virou contra ela, chamando ela de uma puta devoradora de rolas e disse que ela “fodeu” seu caminho por dezenas de homens até que ela encontrou um “viado beta” que estava disposto a dar um lar para ela em troca de sexo missionário.
Minha esposa, que trabalha e ajuda na renda familiar, que é uma mulher independente e profissional.
Honestamente eu perdi a mente nisso mais do que nunca. Eu nunca havia ficado tão bravo quanto quando eu ouvi o que ele disse. Ela pode ser a mãe dele, ele pode ser meu filho, mas a mulher que ele estava xingando e acabando era a porra da minha esposa. Ninguém fala assim da minha esposa.
Eu estou envergonhado de dizer que no meio da minha fúria ele me empurrou e eu retaliei fisicamente, empurrando ele de volta e colando ele na parede. Eu senti vergonha de mim mesmo. Eu nunca fui uma pessoa brava ou violenta, mas eu não pude me controlar. Eu nunca havia colocado minhas mãos em qualquer um dos meus filhos daquela forma em toda minha vida, eu odeio quem abusa de suas próprias crianças, mas esse garoto não era nenhuma criança. Ele era um homem crescido.
Ele ficou intimidado e recuou, e por um tempo ele ficou pacífico.
A gota d’água aconteceu essa semana.
Minha filha ficou com três pessoas em sua vida toda. Um garoto, uma garota e agora outro garoto. Nós sempre fomos abertos quanto a sexo com minha filha do mesmo jeito que éramos com meu filho. Nós perguntamos se ela gostaria de ter um estoque regular e sem questionamento de preservativos em sua gaveta no banheiro, e se ela gostaria de tomar anticoncepcionais. Ela disse não para as duas perguntas com seu primeiro namorado. Ela nunca o trouxe para casa, mas chegamos a encontrar ele uma vez em um de seus recitais. Quando ela teve uma namorada ela ia para a casa dela direto, e não queria trazer ela para a mesma casa que seu irmão morava, um sentimento que eu entendia.
Mas seu mais recente namorado tinha muita coisa acontecendo por trás em sua família. Ele é um bom garoto mas sua mãe é uma mãe solteira de quatro filhos e sofria bastante por isso.
Esse garoto começou a frequentar nossa casa mais ou menos um mês depois deles se juntarem. Eu gosto dele, minha filha é feliz com ele, ele trata ela com respeito, é inteligente e um absoluto cavalheiro. Ele é respeitoso e educado em nossa casa, ele me chama de senhor, minha esposa de madame e oferece ajuda para cozinhar e lavar a louça ou até mesmo limpar a casa quando ele visita. Ele conversa com a gente, é meio que um cozinheiro amador e trás comida para nós o tempo todo para agradecer os nossos cuidados a ele. Quando nós saímos para jantar ele sempre oferece pagar para ele e minha filha (mas eu sei que ele não tem muito dinheiro então eu pago para ele). Quando saímos do carro ele sempre abre a porta para minha esposa e oferece a mão dele para ajudar ela a descer. Ele segura as portas, quando saímos para algum lugar ele ajuda minha filha a colocar a jaqueta como naqueles casais doces e tradicionais.
Esse jovem trabalha duro, e dá o pouco que tem para sua mãe e irmãos. Como eu disse, eu realmente respeito o garoto. Eu ofereci dinheiro para ele uma vez para que fizesse compras para sua família mas ele recusou e disse que se sentiria culpado por aceitar meu dinheiro daquele jeito. Ele aprecia as coisas – no inverno, estava -20 graus e ele tinha apenas uma roupa com capuz, então eu enrolei minha jaqueta em seus braços e disse “tome, garoto, está frio”. Ele encheu os olhos de lágrimas e agradeceu, e eu dei alguma desculpa sobre querer me livrar da jaqueta e disse que ele poderia ficar com ela se ele trouxesse alguns biscoitos a próxima vez que nos visitasse.
Quando o Natal chegou, eu o convidei para a ceia, e quando eu fui buscar ele eu deixei alguns presentes para sua família, e no caminho de volta para minha casa nós tivemos um momento. Ele estava chorando, pois não tinha muito o que dar para nós – ele deu um presente para todos nós em casa mas chorou mesmo assim pois sentiu que não era o suficiente considerando o que eu fiz por ele. Eu encostei o carro, e o abracei, dizendo que não importava o valor do que ele nos dava, mas sim que ele nos deu algo afinal. Eu agradeci ele por tratar minha filha tão bem, e eu disse que ele era sempre bem vindo em nossa casa.
Meu próprio filho não tinha nos dado nada de natal, nem mesmo um cartão ele comprou com o dinheiro que nós demos a ele. Esse garoto deu para minha esposa e a mim taças de vinho que combinavam visto que nós gostamos de dividir uma garrafa de vez em quando.
Meu filho não comeu com a gente. Ele pegou a comida da mesa e correu de volta ao seu quarto sozinho enquanto o namorado de minha filha conhecia minha irmã e sua família, meus pais e meu tio. Todos eles disseram que ele era charmoso e muito educado. Enquanto isso, depois da janta, meu filho disse para meu sobrinho de 5 anos “vaza daqui seu viado” por ter pedido para jogar algum jogo com ele. Um homem de mais de 20 anos.
Semana passada, minha esposa e eu ficamos fora uma tarde toda para aproveitar um tempo a sós. Nós fomos jantar, e então nós fomos para um bar para jogar um pouco de sinuca, e depois para casa.
Quando entrei em casa, os garotos estavam gritando uns com os outros. Eu corri e vi meu filho e o namorado de minha filha brigando. O namorado estava apenas empurrando e tentando redirecionar meu filho, meu filho estava socando e investindo contra ele. Minha filha estava chorando e sentada encostada à parede escondendo seu rosto. Eu entrei no meio deles e os separei, demandando uma explicação.
Meu filho começou um barraco falando sobre como ele achou anticoncepcionais e ouviu sons de “putaria” vindo de dentro do quarto dela, então ele arrombou a porta e encontrou eles transando, disse que não acreditava que sua irmã era uma “puta de um preto” e chamou o pobre coitado de macaco e outras coisas.Minha esposa levou minha filha e seu namorado para longe dali. Eu gritei com meu filho pelos seus atos. Eu não consegui chegar a lugar nenhum com ele então fiz ele esperar em seu quarto. Eu fui falar com minha filha. Pedi desculpas para seu namorado, chorando enquanto eu o fazia, dizendo que eu esperava que ele me perdoasse por deixar isso acontecer. Ele disse que ele estava arrependido de ter ficado violento, mas disse que só ficou pois meu filho bateu em sua namorada. Minha filha chorou e disse que seu irmão era um psicopata e a ameaçou de estupro, e que ele admitiu já ter gozado em sua escova de dentes e de cabelo.
Eu corri para o quarto dele, e disse firmemente que ele tinha que pegar suas coisas e sair. Eu disse que pagaria para ter suas coisas enviadas a ele, para onde ele fosse, mas que ele iria embora amanhã.
Minha esposa ficou na casa das minhas irmãs, e minha filha e seu namorado ficaram na casa dele por algumas noites.
No dia seguinte eu praticamente atirei meu filho para fora de casa enquanto ele gritava e chutava.
Eu tomei sua chave e mudei a senha do alarme e da porta da garagem. Um dia depois eu recebi uma mensagem requisitando que algumas de suas coisas – quase tudo seus jogos – sejam enviadas para um prédio estranho que eu não reconheci a algumas cidades daqui. Um homem aparentemente da idade de colegial tocou a campainha e eu entreguei as coisas a ele. Eu não vi meu filho.
Minha esposa e eu fomos até seu quarto. O namorado da minha filha veio em casa e ajudou a mover os móveis para a garagem. Nós jogamos fora seu colchão e outras coisas nojentas e fedidas, além de retirarmos e substituirmos o carpete.
Escondido em seu armário estava um monte de calcinhas da minha filha, tão saturadas com bolor e sêmen velho que estavam tão duras quanto tijolos. Talvez a pior parte seja que existiam algumas que minha filha jurava não ser dela, além de serem pequenas demais para serem da minha esposa. É possível que ele tenha roubado de minhas sobrinhas.
Tinha até mesmo um caderno contendo desenhos explícitos do meu filho estuprando violentamente várias mulheres e mantendo garotas pequenas acorrentadas em algum tipo de “calabouço sexual”. Eu mexi em seu celular antigo que ainda estava funcionando, e todas suas fotos eram screenshots de minhas sobrinhas e suas amigas usando biquínis, muitos pornôs de cartoons, muitos memes de incell, Trump e red pill (red pill, vinda do filme Matrix onde Morpheus oferece uma pílula vermelha para Neo, o fazendo acordar, é um termo na internet usada entre conservadores e apoiadores do Trump para explicar quando uma pessoa acordou de uma vida de doutrinação esquerdista). Ele ainda tinha o messenger, então eu chequei suas mensagens, a maioria delas era apenas ele tentando abusar de mulheres e garotas menores de idade.
Eu dei uma olhada em seu e-mail e, para meu desgosto, ele roubou fotos privadas da minha esposa de seu celular, e estava vendendo elas.
Hoje eu fui até a polícia com tudo que eu tinha e contei tudo que sabia.
Eu dei ao meu garoto tudo... Eu não sei porque ele acabou nesse caminho. Eu sou muito arrependido de ter falhado com ele. Eu não sei o que a polícia fará, mas espero que eles parem ele antes que ele machuque mais alguém.
A coisa mais triste é que, ontem, depois que tudo tinha terminado e acalmado, foi um dia maravilhoso. Um dos dias mais felizes que já tivemos.




É isso, se alguém quiser que eu altere alguma coisa é só falar, os edits são para isso


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2018.08.02 16:29 GoodMoGo Racismo/Culturalismo no Brasil?

Se que esse é um tema muito diverso e controversial. Minha pergunta é bem focada onde o Brasil (eu saí faz quase 30 anos) esta no aspecto de separação cultural baseada na identidade racial. Deixa eu explicar:
P.S. Peço, por favor, coloquem suas opiniões -não importa quão impopular- mas não ataquem outras opiniões que você não concorda ou goste -não importa o quanto você ache que eles estão errados-. Esse post é um pedido para examinação, não um fórum de discussão.
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2018.04.20 20:34 CarroR24311 Como eu uso o Tinder pra despertar a “GP” interior em algumas mulheres

PRIMEIRO PASSO - O PERFIL
Bem, meu objetivo no Tinder sempre foi obter encontros com finalidade estritamente sexual, mas ao mesmo tempo precisava manter minha identidade preservada. Não estava buscando uma namorada, amante, crush, ou nada do tipo. "Ah, CarroR24311, mas não seria mais fácil então sair com uma GP?" Sim, seria...mas minhas motivações nem sempre são muito simples de serem definidas ou explicadas; encontro prazer no inusitado, no inesperado, na surpresa. Gosto de jogos, e me pareceu um jogo interessante essa "pescaria"...jogar a isca e ver quem nesse universo tão variado de meninas que aparecem todos os dias na descoberta do Tinder cairia na minha rede. Sabia desde o primeiro momento que seria uma loteria...sair com meninas das quais eu não sabia nada, das quais não tinha nenhuma informação senão meia dúzia de fotos e uma descrição que geralmente se resumia a signo, altura, gosta da série tal, dispensa quem quer apenas sexo (essa parte geralmente era a mais engraçada, por motivos óbvios).
Assim, o primeiro passo foi criar um facebook apenas com a finalidade de usar o Tinder, já que é obrigatório vincular uma conta do face ao Tinder. Feito isso, é hora de criar o perfil...por via de regras, no Tinder as pessoas avaliam as outras com base nas fotos e uma breve descrição. No meu caso a minha foto não mostrava a minha pessoa, mas sim uma sugestão sobre o meu objetivo ali. E minha descrição era bem objetiva, do tipo "Sou casado, busco relacionamento sexual e como retribuição ofereço um valor de até $$$ por cada encontro. Não busco romance ou namoro, ofereço e exijo o máximo de discrição".
SEGUNDO PASSO - A PESCARIA
Nesse momento se define o que se deseja, podendo limitar sua escolha por localização e faixa etária. No meu caso, no começo eu defini que gostaria de visualizar apenas meninas de 18-22 anos e localização de até 160 km do meu local. Nesse primeiro momento eu geralmente dava likes indiscriminadamente, queria mais ter um feeling se meu perfil iria fisgar a atenção de alguém. Logo no primeiro dia consegui 8 matchs, e então passei a ser mais seletivo, reduzindo o "range" de distância e concentrando meus likes apenas nas meninas que de fato me chamavam a atenção.
TERCEIRO PASSO - DEI MATCH, O QUE FAÇO AGORA
Bem, eu uso a seguinte regra: se dei like por último, eu começo a conversa, se a menina deu like por último, espero ela começar. No meu caso, tudo sempre começa com o famoso "Bom dia, tudo bem com você?", e em seguida eu pergunto se ela leu meu perfil por completo, se existe alguma dúvida com relação à minha proposta. Acho isso importante pois reforça a objetividade da oferta e não dá muita margem para a menina ficar de papo furado depois. Na maioria dos casos as meninas afirmam terem lido e estarem de acordo. Mas também na maioria dos casos elas vão querer saber um pouco sobre você, sua motivação, e principalmente, vão querer uma foto sua. Posso afirmar que 99% vão pedir para ver uma foto antes de seguir em frente, e existem mil maneiras que você pode enviar uma foto: colocando no próprio perfil do Tinder e depois tirando (não gosto de fazer isso, pois alguém conhecido pode justamente estar olhando seu perfil naquele exato momento), upando em um tumblr da vida e passando o link, ou então passando a conversa do Tinder para o popular WhatsApp. Eu geralmente uso essa última.
Bem, daí pra frente vai de cada um. Você vai ter que conversar com a menina e combinar o seu encontro. Eu geralmente pergunto à menina se ela prefere encontrar antes para tomar um café, conversar um pouco, quebrar o gelo, afinal de contas são garotas que na maioria das vezes nunca fizeram sexo em troca de dinheiro e ficam preocupadas de você ser um maníaco ao algo do tipo. Para uns 20% isso foi muito importante, e eu não teria sucesso com elas se não tivesse colocado essa possibilidade. As demais foram de boa para abate sem floreios. Também é bom salientar que na maioria dos casos de encontros pelo Tinder não é a menina que vem ao seu encontro. Você vai ter que ir atrás...e isso pode ser um empecilho para alguns.
Outra coisa, eu não pedi nudes para nenhuma menina. Como já disse lá no início, encarei essa experiência como uma loteria, e solicitar fotos sem roupas poderia colocar em risco meu objetivo. Tem muita gente no Tinder que fica só pedindo foto, e as meninas por razões óbvias vão ter muito receio de encaminha-las para um estranho. Em razão disso, tive alguns desapontamentos, mas no fim, como Edith Piaf posso afirmar que "Je ne regrette rien"
Com relação à duração dos encontros, isso também era algo totalmente em aberto. Eu particularmente preferia não definir nada, deixar rolar...assim, para algumas meninas eu paguei para ficar uma noite inteira o mesmo que valor que gastei para passar 20 minutos com outras.
Enfim, o resultado dessa experiência foram encontros com 19 meninas, das mais diversas origens e classes sociais. Vou descrever um resumo de cada um, para que tenham uma ideia do que poderão encontrar...
Menina 1 - Mesquita - 20 anos - Funcionária Pública
Bem, essa foi fisgada ainda na primeira leva de likes. Mulata, não muito bonita de rosto, mas tinha um corpão de passista de escola de samba. Combinamos na praça, e na hora marcada ela estava lá. Eu estava nervoso por ser meu primeiro encontro, e ela nitidamente também estava. Quando ela entra no carro bateu uma bad, pois as fotos haviam pegado apenas seus melhores ângulos, que eu pessoalmente não conseguia enxergar. Enfim, mas eu já estava ali, então ia tentar fazer daquele limão uma limonada. Já no carro ela começa a me elogiar, dizendo que me achou bonito e que não entendia o porque de eu estar pagando para sair com garotas, e no caso, estar saindo com ela. Eu pensei a mesma coisa, mas não disse. Como eu havia combinado antes com ela de sairmos para comer algumas coisa, fomos para o shopping almoçar e conversar um pouco, antes de ir para o hotel. Bem, pelo menos sem roupa ela compensava a cara. Menina bem gostosa, seios médios, bundão. pedia para chamar ela de puta e por fim, me ofereceu atrás que eu claro, não recusei. mas logo em seguida bateu a bad de novo, e disse a ela que tinha um compromisso e ia precisar ir embora. Devemos ter ficado em torno de 1 hora no hotel...na hora de pagar ela ficou muito constrangida, a princípio não quis receber. Mas depois de minha insistência, ela acabou aceitando.
No caminho para deixá-la de volta em casa ela contou que imaginava que iríamos ficar mais tempo, mas que como saiu cedo iria conseguir ir à reunião do grupo de jovens na igreja 54** . Achei essa parte engraçada, mas segurei para não rir. Dois minutos depois de deixá-la no local onde a peguei, descombinei no Tinder e fui seguindo meu caminho pra casa, quando ela me manda uma mensagem pelo WhatsApp perguntando o porque de eu ter descombinado. Enfim, como justamente estava nessa para não ter que dar satisfação a ninguém, não respondi e tratei de bloqueá-la no WhatsApp também. Ela foi a primeira de 36 contatos que estão bloquedos hoje no meu telefone, que vão de garotas que eu já saí e não quis repetir até meninas com quem eu comecei a conversar mas decidi por não encontrar.
Menina 2 - Volta Redonda - 21 anos - Estagiária em Escritório de Advocacia
Sim senhores, nesse afã por ppk eu fui parar em Volta Redonda. Como no começo meu "range" estava de até 160 km, acabei dando match com essa menina de lá, e ela me chamou tanta atenção que decidi que valeria a viagem. Pelas fotos do tinder e instagram ela parecia com a Mulan, personagem de um desenho da Disney. Na conversa pelo WhatsApp se mostrou instruída, tranquila, o que me animou ainda mais em encontra-la. Com ela não teve papo antes...nos encontramos e fomos direto para o hotel. Era a segunda vez que encontrava alguém em troca de grana e estava juntando para por silicone. Dei duas com ela, e poderia ter dado mais se quisesse, mas eu tinha que voltar ao Rio para trabalhar. Enfim, apesar de ter sido legal, não tinha intenção de repetir, então foi para o saco dos blocks também.
Menina 3 - Santa Cruz - 18 anos - Blogueira e Hostess
Fiquei impressionado com as fotos dela. Pelo WhatsApp a menina me pediu um monte de fotos, perguntou um monte de coisas, já estava ficando puto, mas como queria muito conhecê-la fui relevando. Até que ela passou um pouco dos limites, perguntando coisas da minha vida pessoal, daí eu dei-lhe um fora, e já imaginava que ela ia me xingar e cair fora, mas o oposto aconteceu. Ela pediu desculpas e ficou mansinha, me mandou até nudes sem eu pedir. hahahaha
Enfim, fui encontrá-la em Santa Cruz, e a menina queria manter as luzes apagadas no quarto. Muito gostosa, mas tinha um comportamento meio estranho. Parecia sofrer de distúrbio de dupla personalidade. Enfim, essa eu não bloqueei, pois achei que valeria a pena encontra-la novamente, mas três dias depois ela vem com uma história que estava precisando de grana para por implante no cabelo, se eu não podia adiantar, e tal...bem, percebi que essa mulher ia ficar no meu pé, então mais uma foi morar no saco dos blocks.
Menina 4 - Tijuca - 18 anos - Universitária
Quando dei match com ela eu nem acreditei. A menina era muito gata, mas muito mesmo...um corpo perfeito, conforme pude ver pelas suas fotos de biquíni. O relacionamento com ela extrapolou um pouco os limites que eu havia determinado para mim mesmo. Fui dormir na república onde ela morava, falava com ela todos os dias, já não pagava mais, mas a coisa já estava saindo do controle, então preferi me afastar. Dessa eu tenho saudades..
Menina 5 e 6 - Tijuca - 18 e 21 anos - Universitárias
Dei match com a de 21 anos, que durante as conversar informou que uma amiga também estava interessada. Me mandou fotos da amiga, que de fato parecia ser muito gata. Perguntei se ela e a amiga se pegavam, ela disse que não. Eu então questionei o sentido de eu sair com as duas. Elas disse que estava precisando muito de dinheiro, e que poderia fazer "2 pelo preço de 1,5". Bem, como eu estava muito afim de comer a amiga dela, topei. Nesse eu me dei mal...a amiga de fato era gata, mineira, 18 aninhos, branquinha, peitões. Uma delícia. Agora a menina que eu dei match era simplesmente diferente das fotos!!! Uma gordinha baixinha que eu não pegava nem de graça...mas é aquilo, "tá no inferno, abraça o capeta".
No hotel, as duas não podiam ficar no mesmo ambiente pois a mineira (que apesar de linda parecia um bicho do mato), tinha vergonha de dar na frente da amiga. Assim, a comi no banheiro enquanto a gordinha ficava no quarto olhando o que tinha na geladeira. Estava bom com a mineira, até que ela dá um troço e fala "agora vai com ela"...hahaha. Quase me desesperei, argumentei que estava bom ali, que não queria parar naquele momento, mas ela disse que estava ficando com a buceta ardendo por causa da camisinha. Enfim, muito puto fui comer a gordinha, que pelo menos tinha uma buceta quentinha e apertada...botei o travesseiro na cabeça dela e percebi que daquela forma, com ela de 4, até que não estava de todo ruim. Enfim, gozei e quando eu viro por lado a mineira já estava vindo arrumada do banheiro. isso não tinha passado nem 40 minutos de quando havíamos chegado. Pra não me estressar, levei as duas embora com a intenção de nunca mais ver a cara das delas. Até que um dia recebo uma mensagem no whatsapp de um número desconhecido, e para a minha surpresa era a mineira, que estava querendo sair de novo comigo (ou seja, estava precisando de grana). Falei que ela estava doida, que tinha me decepcionado da última vez e não estava afim de me aborrecer novamente. Daí ela falou que ia se esforçar para me agradar desta vez, pediu desculpas, quase implorou. Como ela era gostosa, e estava aparentemente arrependida, lá fui eu encontrá-la. Até que de fato foi melhor, mas ela estava afim de um patrono, e eu não queria ter compromisso de ter de ficar saindo sempre que ela precisasse de grana, então botei ela no saco junto com as outras.
Menina 7 - Baixada - 20 anos
Essa prefiro não relatar, sorry.
Menina 8 - Nova Iguaçu - 18 anos
Essa eu conheci por intermédio da menina 8, então boto na conta do tinder também. Branquinha, linda, uma princesa...essa eu faço questão de encontrar até hoje.
Menina 9 - Duque de Caxias - 18 anos - Lojista
As fotos dela eram sensacionais. Os seios foram os que mais me chamaram a atenção, mas o rosto era lindíssimo. Por isso até fiquei meio cabreiro. Mas ao vê-la pessoalmente fiquei impressionado em como ela era ainda mais bonita. Segundo ela, eu era apenas o segundo cara com quem ela fazia sexo na vida. O primeiro havia sido um namorado com quem ela havia terminado apenas dois meses antes. A menina era muito, mas muito gostosa, e além de tudo ainda deixou eu fazer várias coisas loucas. Detalhe, ela disse ter uma irmã gêmea, o que foi suficiente para aflorar em minha mente os mais perversos pensamentos. Infelizmente não encontrei mais com ela, embora tenhamos nos falado algumas vezes depois. Fico na esperança, pois dessa também tenho muitas saudades
Menina 10 - Magé - 20 anos - Universitária
Loira, 1,75 m de altura, mulherão. Mas com carinha de menina...essa foi engraçada, pois demoramos a nos encontrar. Ela só podia em um dia específico da semana, num espaço de duas horas. Como fui descobrir depois, ela estudava com o namorado, e a única matéria que eles não faziam juntos caia nesse horário. Então eu a pegava na porta da faculdade, saía correndo pro hotel, e antes da aula terminar eu tinha que deixá-la de volta, pois ela ia para casa com o corno. Nos encontramos 3 vezes, e só paguei a primeira...nas outras ela me chamou, pois como o namorado dela não comparecia (eram crentes), ela sentia falta de sexo e acabava pedindo minha "ajuda". Saí fora pois fiquei com receio de dar merda, mas valeu a pena a aventura.
Menina 11 - Duque de Caxias - 22 anos - Comerciante
Me chamou atenção pois parecia ser linda de rosto pelas fotos. E de fato era muito mas muito bonita. Mas tinha um corpo meio estranho. Já era mãe, e a gravidez acabou judiando da menina. Mas tinha os maiores seios que já vi na vida, ainda que um tanto que moles. Gente boa, não tive coragem de dar block de primeira, mas também não queria mais sair com ela. Só que ela ficava me mandando mensagem direto, daí não teve jeito e mandei pro saco também.
Menina 12 - Duque de Caxias - 21 anos - Universitária
Essa foi engraçado. Menina de Goiânia, nos falávamos pelo WhatsApp e seu sotaque dava o maior tesão, aquele "amorrr" fazia o pau subir na hora. Mas a menina era muito carente, e já no chat ficava falando que não ia querer receber pois tinha medo de isso afetar nosso futuro 08** 08** 08** . Bem, no dia do encontro saímos antes para tomar conversar, tomamos um chá, e a menina estava cheia de amor. Já no hotel se mostrou uma devassa na cama, muito gostosa, mas ela estava afim de romance, então tive de sair fora.
Menina 13 - Barra da Tijuca - 18 anos - Só fuma maconha 70**
Essa menina eu já encontrei algumas vezes. Tem um perfil social que difere da maioria das outras pois é de família abastada. Mora em uma mansão em condomínio fechado da Barra, tem tudo o que quer, e sinceramente eu não sei por que está nessa. Acho que ela curte o lance da aventura, sei lá...nunca entendi. Mas enfim, é gostosa demais, muito safada, então eu vou aproveitando.
Menina 14 - Campo Grande - 18 anos - Trabalha mas não sei aonde
Essa menina foi meio estranha, bonita, vivia me mandando nudes perguntando quando eu iria encontrá-la, até que um dia resolvi ir na longínqua Big Field. De fato muito gostosa, mas muito estranha também. Eu a elogiei assim que nos encontramos, tipo "você é muito bonita", e ela "eu sei!" 17** . Já fiquei meio bolado...calada, não falava absolutamente nada até chegarmos ao hotel. Bem gostosa, mas não me senti a vontade em nenhum momento com ela. Até que uma hora ela começa a ter dificuldades para respirar, e eu fiquei super bolado pensando que a menina ia morrer...ela disse que isso era normal, que ela precisava tomar um remédio para melhorar. Daí falei para irmos embora, mas ela não queria ir. Eu ficando desesperado, mas ela aparentou melhorar. Fumava igual um saci....fui puxar assunto, comentando que ela era muito quieta, até estranha. Que eu estava com medo dela...hahaha. Ela começou então a contar a história dela, que tinha vivido em orfanato até os 13 anos, um monte de história triste, daí fiquei na bad e insisti que tinha que ir embora. Finalmente ela aceitou. Nesse dia tive duas alegrias, uma quando a encontrei, e vi que era bonita, e outra quando consegui me ver livre dessa doida. Óbvio que foi para o saco.
Menina 15 - Jacaré - 18 anos - Terminando 2º grau
Menina bonita, mas meio feminista. Não depilava a perna nem as axilas. Estava menstruada quando nos encontramos (só descobri na hora), não chupava (nas palavras dela "não faço aquele job"), enfim, desastre total. E o pior é que ela ficou me ligando depois querendo me encontrar de novo...
Tiveram mais 4, inclusive uma que mora no Leblon, que eu até agora não acreditei que deu match. Conheci-a dois dias atrás e estou praticamente apaixonado. A mulher é tão linda, mas tão linda que só o fato de eu ter saído com ela valeu por todos os infortúnios que passei. Mas agora estou com preguiça de descrever, e esse texto está ficando muito longo. hahahaha
Enfim, fora essas, ainda tem 19 matchs para desenrolar, e isso tudo em pouco mais de 1 mês. As experiências foram das mais diversas, e dá para comer uma menina por dia nesse tinder se você tiver disposição, grana e tempo.
Espero que tenha sido útil para quem ainda tem dúvidas sobre a utilização desse app. Eu já estou perdendo o fôlego, tem umas meninas que ainda quero conhecer pois me chamaram muito a atenção, mas depois disso vou dar uma parada. Administrar a logística para todos esses encontros não foi fácil. Mas valeu a pena!
TL;DR: ofereço grana pra mulheres “normais” no Tinder em troca de sexo e elas aceitam. Seguem também relatos de alguns encontros.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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